go home page




Estrutura da Embaixada

O Embaixador

Diplomatas

Informação sobre Angola

Informação Consular e Estudantil

Actividades da Embaixada

Biblioteca

Publicações

Outros recursos

Contactos



rus.     engl.

INFORMAÇÃO SOBRE ANGOLA

 

INFORMAÇÃO GERAL

Nome oficial: República de Angola

Presidente: José Eduardo dos Santos

Vice Presidente da República: Fernando da Piedade Dias dos Santos

Presidente da Assembleia Nacional: António Paulo Kassoma

Sistema de Governo: Presidencialista Parlamentar

Órgãos do Estado:

Presidente da República

Vice Presidente da República

Assembleia Nacional

Tribunais

Partido no poder: MPLA

Maior partido da oposição: UNITA

Divisão político-administrativa: 18 províncias com 163 municípios

Origem étnica: maioritariamente bantu
Origem Política: colónia portuguesa (500 anos)

Independência: 11 de Novembro de 1975, depois de 14 anos de Luta Armada de Libertação Nacional

Primeiro Governo: MPLA

Primeiro Presidente: Agostinho Neto (1975-1979)

Chegada dos portugueses: 1482 (Diogo Cão)

Fundação da Primeira Cidade (Luanda): 25 Janeiro 1575

Fundação do MPLA: 1956

Início da Luta Armada: 1961

Dia da Independência Nacional: 11 de Novembro 1975

Morte de Agostinho Neto: 10 de Setembro de 1979

Tomada de posse de José Eduardo dos Santos: 21 de Setembro de 1979

Acordos de Nova Iorque: 22 de Dezembro 1988

Acordo de Gbadolite: 22 de Junho de 1989

Protocolo de Bicesse: 31 de Maio de 1991

Primeiras Eleições: 29 e 30 de Setembro de 1992

Protocolo de Luzaka: 20  de Novembro de 1994

Tomada de posse do GURN:11 de Abril de 1997

Memorando de Entendimento (Acordo de Paz) Complementar ao Protocolo de Luzaka: 4 de Abril de 2002

GEOGRAFIA 

Superfície: 1.246.700 Km2, 60% do território constituído por planaltos de 1.000 a 2.000m com uma densa e extensa rede hidrográfica

Clima: Tropical. Duas estações: Cacimbo (fria) de Maio a Setembro e das Chuvas (quente) de Setembro a Maio

Temperaturas médias: 27° C (máximas) e 17° C (mínimas)

Localização: Costa Ocidental da África Austral.

Fronteiras: W - Oceano Atlântico; N - República do Congo (Brazaville) e República Democrática do Congo (Kinshasa); E *-- República da Zâmbia e República Democrática do Congo ;S - República da Namíbia

Extensão das fronteiras: marítima: 1.600km; terrestre: 4.837km.

População: 12.000.000 hab. (49,3% homens/50,7% mulheres)

Capital: Luanda 3.000.000 hab. (idade media 19 anos)

Cidades Principais: Cabinda, Benguela, Lobito, Lubango, Namibe

Rios Principais: Kwanza, Cunene e Cubango

Ponto Culminante: Monte Moco 2.620m (Huambo)

Língua Oficial: Português

Principais Línguas Nacionais: Umbundu, Kimbundu, Kikongo, Tchokwe

Religião: Católica 51%; Protestante 17%; Tradicional (Animista) 30%; outras 2%

HISTÓRIA

Território habitado já na Pré-história como atestam vestígios encontrados nas regiões da Lunda, Congo e deserto do Namibe. Os primeiros a instalarem-se foram os bochimanes - grandes caçadores, de estatura pigmóide e claros, de cor acastanhada. No início do século VI A.C., povos mais evoluídos, de raça negra, inseridos tecnologicamente na Idade dos Metais, empreenderam uma das maiores migrações da História. Eram os Bantu, que vieram do norte, provavelmente da actual República dos Camarões, que ao chegarem a Angola, encontraram os Bochimanes e outros grupos bem mais primitivos, impondo-lhes a sua tecnologia nos domínios da metalurgia, cerâmica e agricultura.

A primeira grande unidade política do território, está registada na história como “Reino do Congo”. Surgiu no século XIII, estendendo-se até ao Gabão a norte, ao rio Kwanza a sul, ao oceano Atlântico a oeste e a leste até ao rio Kuango. A agricultura era a sua grande riqueza; o Poder estava nas mãos dos Mani - aristocratas que ocupavam lugares-chave, subordinavam-se unicamente ao Rei do Congo. Mbanza era uma unidade territorial organizada e governada por um Mani; Mbanza Congo era a capital e contava com mais de 50.000 habitantes.

No século XVI o Reino do Congo dividia-se em seis províncias e contava ainda com alguns reinos tributários, como o Ndongo, a sul. O comércio era a sua principal actividade, baseada numa fortíssima produção agrícola e numa crescente exploração mineira. Em 1482, as caravelas portuguesas, comandadas por Diogo Cão, chegaram ao estuário do Rio Congo ou Nzadi.

Os portugueses tinham armas de fogo e uma religião interessante; em contrapartida, o reino do Congo podia oferecer a Portugal, escravos, marfim e recursos minerais.

A sul do Reino do Congo, na região do rio Kwanza, havia vários estados importantes. O Reino do Ndongo, governado pelo Ngola (Rei), era o mais importante. Ngola Kiluange reinava aquando da chegada dos portugueses e com uma política de coligação com estados vizinhos. Anos mais tarde, o Ndongo ressurgiu com a tomada do Poder por Ginga Mbandi, imortalizada como Rainha Ginga.

Com a sua política ardilosa, soube conter os portugueses com acordos bem preparados. Em 1635, conseguiu formar uma grande coligação com os estados da Matamba, Ndongo, Congo, Kassanje, Dembos e Kissama.

Á frente da poderosa Coligação, Ginga rechaçou os portugueses para posições mais recuadas.

Entretanto, Portugal fora ocupado pela Espanha e os holandeses, aproveitando-se dessa situação, tomariam Luanda em 1641, mas, Ginga fez deles seus aliados, aumentando a força da coligação e reduzindo os portugueses a Massangano, praça que estes ocupavam fortemente e de onde partiam esporadicamente para as guerras de Kuata-Kuata (captura de escravos). Os escravos de Angola eram fundamentais para o desenvolvimento da Colónia do Brasil porque, apesar  de o tráfico de escravos ter sido abolido, os portugueses continuaram clandestinamente a enviar os escravos de Angola para o Brasil.

Em 1648, chegou do Brasil uma grande esquadra comandada por Salvador Correia de Sá e Benevides que retomou Luanda, provocando a volta maciça dos portugueses. Começa então o declínio da Coligação e com Salvador Correia de Sá enceta um duro golpe às forças autóctones. Ginga morreu em 1663. Dois anos mais tarde, o Rei do Congo empenhou todas as suas forças para retomar a Ilha de Luanda, ocupada por Correia de Sá, saindo derrotado e perdendo a independência. O Reino do Ndongo foi submetido à Coroa Portuguesa em 1771.

A Colónia portuguesa de Angola formou-se em 1575 com a chegada de Paulo Dias de Novais com 100 famílias de colonos e 400 soldados. Luanda passou a ter o estatuto de cidade em 1605. O comércio era feito com o Brasil. Angola, como colónia portuguesa, era, de facto, colónia do Brasil, e contraditoriamente, também uma colónia portuguesa.

A filosofia de guerra passou gradualmente a ser substituída pela filosofia do comércio. Eram as grandes rotas comerciais e os acordos que os tornavam possíveis, que moviam as acções das partes. De estados guerreiros, formam-se estados vocacionados para a produção e comércio.

No Planalto, destacam-se os estados do Bié e do Bailundo. Este último vinha a notabilizar-se pela produção de bens alimentares e da borracha.

O Poder Colonial, cada vez mais forte e mais rico, não tolerara o desenvolvimento destes estados, tomando o controle total do território no início do século XX.

A partir de 1764, de uma sociedade esclavagista, passou a uma sociedade preocupada em produzir o que consumia. Em 1850, Luanda era uma grande cidade, repleta de firmas comerciais e que exportava, conjuntamente com Benguela, óleo de palma e amendoim, cera, goma copal, madeira, marfim, algodão, café e cacau, dentre outros produtos. Milho, tabaco, carne seca e farinha de mandioca começaram a ser produzidos localmente.

Estava a nascer a burguesia angolana. Em 1836, o tráfico de escravos era abolido e em 1844, os portos de Angola foram abertos aos navios estrangeiros.

Com a Conferência de Berlim, Portugal viu-se obrigado a efectivar de imediato a ocupação territorial das suas Colónias.

O comércio da borracha e do marfim, acrescido pela receita dos impostos tomados às populações, criava grandes rendimentos para Lisboa.

A política portuguesa em Angola, no início do século XX, foi alterada com a implementação de novas reformas. O fim da monarquia em Portugal e uma conjuntura internacional favorável levariam as novas reformas no domínio administrativo, agrário e educativo. Com o Estado que se pretende extensivo à Colónia, Angola passa a ser mais uma das províncias de Portugal (Província Ultramarina). A situação vigente era aparentemente tranquila. No segundo cartel do século XX esta tranquilidade seria posta em causa com o aparecimento dos primeiros movimentos nacionalistas.

A formação de organizações políticas mais esclarecidas inicia-se a partir da década de 50 que, de uma forma organizada, iam fazendo ouvir os seus direitos. Promovem campanhas diplomáticas no mundo inteiro, pugnando pela independência. O Poder Colonial não cederia, no entanto, às propostas das forças nacionalistas, provocando o desencadear de conflitos armados directos, com o início da Luta Armada de Libertação Nacional do Povo Angolano, dirigida pelo MPLA, em 4 de Fevereiro de 1961, com o ataque às Cadeias de Luanda a fim de libertar os presos políticos- Nacionalistas Angolanos. Além do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), fundado em 1956, participaram também na luta de libertação nacional a FNLA (Frente Nacional para a Libertação de Angola), que se revelou em 1961, e a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), em 1966. Depois de 14 anos de luta armada, o país alcança a independência a 11 de Novembro de 1975.

A ACTUALIDADE

Aparentemente é difícil explicar como é que num território potencialmente dos mais ricos do continente africano, com petróleo, diamantes, minerais estratégicos, madeiras, peixe, terras férteis para culturas de climas temperados e tropicais, recursos hídricos, etc., etc., cerca de 70% da população viva ainda abaixo do limiar da pobreza, com rendimentos per capita incapazes de justificar a sua simples sobrevivência.

Angola conseguiu até aqui o que parece ser essencial, ou seja, conseguiu preservar a independência manter a integridade territorial, lançar as bases de um Estado Democrático de Direito e garantir a unidade e consciência do seu povo em torno de um projecto nacional, apesar de todas as agressões e de todas as acções de desestabilização que sofreu nos últimos 25 anos.

Em 1975, nem a invasão simultânea de dois exércitos externos, o zairense, a norte, e o sul-africano, a sul, nem a ocupação de parte do seu território pelo exército de Pretória, nos anos 80, e a desestabilização conduzida por um partido armado, a UNITA de Jonas Savimbi, apoiado pelo regime racista da África do Sul e por sucessivas administrações norte-americanas, destruíram o desejo do povo.

Enquanto isso, as autoridades angolanas foram prestando um apoio constante aos combatentes do Zimbabwe, cuja Independência foi conquistada, graças à luta armada, em 1980, e aos combatentes da  Namíbia, que lutaram, com armas na mão, pela conquista da independência, conseguida apenas em 1990, e aos militantes sul-africanos que combatiam o apartheid e pugnavam pela integração racial e a democratização do regime.

O chamado Conflito dos Grandes Lagos provou, também, que Angola pode ser um factor decisivo de estabilidade em toda a região Central e Austral de África.

Hoje, após a morte de Jonas Savimbi, a 22 /02/  2002, a que se seguiu a assinatura do Memorando de Entendimento entre as Forças Armadas Angolanas ( FAA) e as Forças Militares da UNITA, como complemento ao Protocolo de Paz de Lusaka, com a nova política governamental, a nível económico, em vias de ser apoiada pelos grandes organismos financeiros internacionais, após a aprovação pelo parlamento dos princípios fundamentais para a revisão da lei constitucional (consagrando um regime semi-presidencial, democrático e de economia de mercado) e ainda com o anúncio da possibilidade de novas eleições já em 2004/2005, Angola entrou finalmente numa fase, caracterizada pelo seu Presidente, recentemente, como a da "conquista da paz, consolidação da democracia, estabilização da economia nacional e devolução da dignidade e da esperança a todos os angolanos".

POLÍTICA

Com o advento da Paz em Angola, as instituições funcionam com toda a normalidade, colaborando na inadiável missão de dotar o País da modernidade, para tornar mais ágil a gestão dos recursos disponíveis.

CONSTITUIÇÃO

Promulgada em 1975, a Constituição   (Lei Constitucional) foi modificada em várias ocasiões. Uma primeira revisão constitucional teve lugar em 1991, para preparar as eleições de 1992, tendo outra chegado à luz em 1994, após os Acordos de Lusaka. As modificações introduzidas sempre tiveram como objectivo principal instaurar uma democracia pluralista e garantir o reconhecimento dos direitos e liberdades individuais, juntamente com os princípios fundamentais de uma economia de mercado.

Independentes entre si, as principais instituições estão envolvidas na discussão e elaboração de uma nova Constituição. Tendo como epicentro o Parlamento, essa discussão tem sido abrangente e alargada a sectores que se reclamam como fazendo parte da "Sociedade Civil".

Além de um novo projecto de Constituição, estão igualmente em debate uma série de alterações a algumas das leis actualmente vigentes, como a Lei de Imprensa, na qual estão envolvidas várias organizações civis.

PRESIDENTE DA REPÚBLICA

A Constituição institui um sistema político semi-presidencial, no qual um papel activo é reservado ao Presidente da República, no topo das instituições, a quem compete a defesa do Estado e a coordenação das relações entre os diferentes poderes. O Presidente é eleito por sufrágio universal directo, por um mandato de cinco anos, que pode ser renovado duas vezes.

Por inerência de funções, o Presidente da República é, igualmente, o Comandante em Chefe das Forças Armadas. Nomeia os Ministros e os Juizes do Tribunal Supremo, cabendo-lhe, entre outras atribuições, o direito de vetar leis que possam colocar em perigo a segurança do Estado ou comprometer os seus interesses internacionais.

VIDA POLÍTICA

Em 1991, Angola entrou num ciclo de evolução que corresponde  à sua  vocação de grande País africano, moderno , democrático e aberto a economia de mercado.

AS ELEIÇÕES DE 1992

A 29 e 30 de Setembro de 1992, 91% dos cinco milhões de eleitores inscritos votaram nas primeiras eleições livres e democráticas da história de Angola. Na primeira volta, José Eduardo dos Santos obteve 49,57% dos votos, e o seu principal rival, Jonas Savimbi, 40,07%. O terceiro candidato "histórico", Holden Roberto, não passou de 2,11% dos votos.

A UNITA rejeitou então o veredicto nas urnas e recorreu às armas sem esperar a segunda volta das eleições que havia de desempatar José Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi. Quando Angola estava a caminho de conseguir a transição para a paz e a reconciliação nacional, esta decisão mergulhava mais uma vez o país na guerra civil.

Os êxitos militares registados desde 1998 pelas forças armadas do Governo e a reconquista de algumas regiões ainda controladas pelos rebeldes possibilitam a organização de novas eleições para 2001.

AS FORÇAS POLÍTICAS

Dos dezassete partidos presentes nas eleições legislativas de 1992, doze foram os que conseguiram pelo menos um assento e representação na Assembleia Nacional.

O MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) obteve 53,74% dos votos e 129 dos 220 assentos no Parlamento.

A UNITA (União Nacional para Independência Total de Angola), obteve 34,10% dos sufrágios e setenta assentos nas eleições legislativas de 1992. Esse Partido conta com quatro ministros e dez Vice-Ministros no Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN).

O PRS (Partido Renovador Socialista), obteve seis lugares com 2,27% dos votos. Está representado no GURN por um Ministro e dois Vice-Ministros

A FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola), conta com cinco deputados na Assembleia e obteve 2,40% votos nas legislativas. Porém, em 1998, a FNLA retirou-se do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional.

O PLD (Partido Liberal Democrático), obteve três lugares e 2,39% dos votos.

O FDA (Fórum Democrático Angolano), fundado em 1992 por dissidentes da UNITA, obteve um cargo no Governo formado em 1992 e conta com um deputado na Assembleia Nacional.

Mais seis partidos contam com um assento cada um na Assembleia Nacional:

O PRD (Partido Renovador Democrático);

AAD-COA (Coligação - Aliança Democrática);

O PSD (Partido Social Democrata);

O PAJOCA (Partido da Aliança dos Jovens, Operários e Camponeses de Angola);

O PDP-ANA (Partido Democrático Pelo Progresso/Aliança Nacional Angolana);

O PNDA (Partido Nacional Democrático Angolano).

O PODER EXECUTIVO  

De acordo com a Constituição actual, o Presidente da República, ouvido os Partidos Políticos representados na Assembleia Nacional, nomeia o Primeiro - Ministro. O Primeiro-Ministro forma o Governo que é responsável politicamente perante o Presidente da República e a Assembleia Nacional.

O Presidente da República preside às Sessões do Conselho de Ministros e ao Conselho da República, seu Órgão de Consulta.

O Primeiro-Ministro dirige a acção geral do Governo, coordena e orienta a actividade de todos os Ministros e Secretários de Estado, representa o Governo perante a Assembleia Nacional e a nível interno e externo.

O Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, como o nome o diz, é composto por elementos provenientes de diversas formações políticas. Todos os ministros, independentemente do partido a que pertencem, têm tratamento igual e acesso a todas as questões, sendo as suas vozes escutadas nas questões que aos seus pelouros dizem respeito.

O PODER LEGISLATIVO 

O sistema legislativo tem uma Câmara Única. A Assembleia Nacional compreende duzentos e vinte deputados eleitos por um mandato de quatro anos. Dos duzentos e vinte assentos, cento e trinta são providos por escrutínio proporcional, a nível nacional, e noventa por escrutínio maioritário, a nível provincial. A Assembleia reúne-se, em sessão ordinária, duas vezes por ano. Pode ser reunida em sessão extraordinária a pedido do Presidente da Assembleia ou de um terço dos seus membros. No Parlamento, a discussão é franca e aberta, com a Oposição a manifestar-se abertamente em relação a gestão do país e com intervenções directas e incisivas na discussão dos principais assuntos de interesse para a vida nacional.

As sessões são públicas e amplamente divulgadas nos órgãos de informação públicos e privados. Por razões económicas, os debates parlamentares deixaram de ser veiculados em directo pela televisão, mas este meio de difusão dedica ao assunto uma parte substancial do seu espaço informativo. O Parlamento tem sido aberto a diversas iniciativas da Sociedade Civil e de vários partidos da oposição, que ali realizaram as suas actividades de forma plenamente normal.

O PODER JUDICIAL 

O Tribunal Supremo, localizado em Luanda, está no topo de um sistema judicial que compreende tribunais penais, civis e militares. A Constituição garante a independência do poder judicial.

O Tribunal Supremo tem tido, igualmente, uma actividade normal e pautada pelo distanciamento em relação ao poder político. Das suas decisões não tem surgido polémica digna de registo. Recentemente os juizes viram melhorado e dignificado o seu sistema e estatuto remuneratório, numa acção unanimemente aceite pela população e pelas restantes instituições.

O sistema judicial vive os problemas resultantes da inusitada concentração popular na Província de Luanda, o que não só agrava os índices de criminalidade, mas, aumenta também a população penal. Como consequência, as prisões estão superlotadas e os tribunais a braços com um elevado número de processos. Apesar dessa situação, os tribunais estão a desenvolver esforços no sentido de atenuar os efeitos que advêm do referido facto, enquanto o Governo estuda a reabilitação de alguns estabelecimentos prisionais e o envio para cadeias provinciais de alguns dos detidos que actualmente se encontram em Luanda.

OS GOVERNOS LOCAIS

O País está dividido em dezoito províncias. Cada província é administrada por um governador nomeado, que é responsável perante o Presidente e o Conselho de Ministros. As próprias províncias estão divididas em municípios e estes em comunas.

AS FORÇAS ARMADAS  E A POLÍCIA

As Forças Armadas Angolanas têm por objectivo garantir a Independência Nacional, a integridade territorial e a liberdade e a segurança das populações contra qualquer agressão ou ameaça externa, no quadro da ordem institucional e do direito internacional.

A Polícia Nacional tem desenvolvido esforços no sentido de proporcionar maior tranquilidade à  população, ao mesmo tempo que desempenha um papel fundamental na manutenção da ordem e da paz.

ECONOMIA

Moeda Oficial: Kwanza (Kz.).

Moedas Comerciais: Dólar americano.

Densidade Demográfica: 9,6 hab/km2.

Crescimento Demográfico: 2,9 % /ano.

Esperança de Vida: homens 45 anos, mulheres 48 anos.

PIB (1997): Kz 2.854.651 biliões.

Taxa de crescimento do PIB: 9.5 %.

Rácio défice/PIB: 8.9 %.

Rácio dívida pública/PIB: 18 %.

Taxa de inflação: Média 107 % (2002).

Estrutura do Emprego: Sector Primário, 68.5%; Secundário 4.5%; Terciário 26.8%.

Principais Exportações: Petróleo, diamantes/minerais vários. Madeira, Peixe, Café Algodão e Sisal.

Principais Importações: Produtos alimentares, bebidas, produtos vegetais, equipamentos eléctricos  e viaturas.

Principais Parceiros Comerciais: EUA, Bélgica, Portugal, Alemanha, França Espanha, Brasil e África do Sul.

Principais Portos: Luanda Lobito e Namibe. 

INFORMAÇÃO PRÁTICA

Movimentações turísticas: Clima, Praias, Rios/Quedas d’água, Caça, Pesca Gastronomia Dança e Música.

Gastronomia: Peixe e Marisco de óptima qualidade; Culinária muito rica com mescla Afro-portuguesa.

Indicativo Telefónico Internacional de Angola: 244

Indicativo Telefónico Internacional de Luanda: 244 2

Serviço telemóvel: 244 9

Pesos e Medidas: Sistema Métrico.

Electricidade : 220 V AC, 50 ciclos

Horário de Trabalho: Serviços Públicos 8-15 /; Comércio.8.30- 12/15; Bancos –8.30-11.30/14-15.30 (de Seg. a Sexta).

Circulação automóvel: Mão direita

Vacinas: Anti-amarílica, Tétano, Cólera e Varíola

Formalidades de Entrada: Passaporte com Visto de Entrada para todos os cidadãos estrangeiros não-residentes.

Feriados Nacionais: 1 e4 de Janeiro, 4 de Fevereiro, 8de Março, 4 de Abril, 1 de Maio, 25 de Maio, 1 de Junho, 17 de Setembro 2 e 11 de Novembro, 25 de Dezembro.

FEIRAS

EXPO ANGOLA S.A.: Calendário de feiras 2006. Sector de Imprensa na Embaixada, 15.05.2006 (Word format, 67 Kb)

LEI

Da Lei das Pescas da Republica de Angola , 26.02.2006 (Word format, 125 Kb)

Lei de bases do investimento privado (Word format, 130 Kb)

Lei Sobre os Incentivos Fiscais e Aduaneiros ao Investimento Privado, 26.02.2004 (Word format, 120 Kb)

 

 





Embaixada de Angola na Rússia, 2003-2009