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A actualidade

ЛуандаAparentemente é difícil explicar como é que num território potencialmente dos mais ricos do continente africano, com petróleo, diamantes, minerais estratégicos, madeiras, peixe, terras férteis para culturas de climas temperados e tropicais, recursos hídricos, etc., etc., cerca de 70% da população viva ainda abaixo do limiar da pobreza, com rendimentos per capita incapazes de justificar a sua simples sobrevivência.
Angola conseguiu até aqui o que parece ser essencial, ou seja, conseguiu preservar a independência manter a integridade territorial, lançar as bases de um Estado Democrático de Direito e garantir a unidade e consciência do seu povo em torno de um projecto nacional, apesar de todas as agressões e de todas as acções de desestabilização que sofreu nos últimos 25 anos.
Em 1975, nem a invasão simultânea de dois exércitos externos, o zairense, a norte, e o sul-africano, a sul, nem a ocupação de parte do seu território pelo exército de Pretória, nos anos 80, e a desestabilização conduzida por um partido armado, a UNITA de Jonas Savimbi, apoiado pelo regime racista da África do Sul e por sucessivas administrações norte-americanas, destruíram o desejo do povo.
Enquanto isso, as autoridades angolanas foram prestando um apoio constante aos combatentes do Zimbabwe, cuja Independência foi conquistada, graças à luta armada, em 1980, e aos combatentes da  Namíbia, que lutaram, com armas na mão, pela conquista da independência, conseguida apenas em 1990, e aos militantes sul-africanos que combatiam o apartheid e pugnavam pela integração racial e a democratização do regime.
O chamado Conflito dos Grandes Lagos provou, também, que Angola pode ser um factor decisivo de estabilidade em toda a região Central e Austral de África.
Hoje, após a morte de Jonas Savimbi, a 22 /02/  2002, a que se seguiu a assinatura do Memorando de Entendimento entre as Forças Armadas Angolanas ( FAA) e as Forças Militares da UNITA, como complemento ao Protocolo de Paz de Lusaka, com a nova política governamental, a nível económico, em vias de ser apoiada pelos grandes organismos financeiros internacionais, após a aprovação pelo parlamento dos princípios fundamentais para a revisão da lei constitucional (consagrando um regime semi-presidencial, democrático e de economia de mercado) e ainda com o anúncio da possibilidade de novas eleições já em 2004/2005, Angola entrou finalmente numa fase, caracterizada pelo seu Presidente, recentemente, como a da "conquista da paz, consolidação da democracia, estabilização da economia nacional e devolução da dignidade e da esperança a todos os angolanos".