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Discurso de Cumprimentos de fim de ano do Corpo Diplomático. 14.01.2010

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President

Discurso de Cumprimentos de fim de ano do Corpo Diplomático


Discurso pronunciado por sua excelência José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola, na cerimónia de cumprimentos de Ano Novo por parte do corpo diplomático.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DECANO DO CORPO DIPLOMÁTICO,
EXCELENTÍSSIMOS SENHORES EMBAIXADORES E ENCARREGADOS DE NEGÓCIOS, ILUSTRES CONVIDADOS,
MINHAS SENHORAS
E MEUS SENHORES,

Agradeço as palavras de cortesia e de amizade que me foram dirigidas pelo Senhor Decano do Corpo Diplomático, em nome de todos os Embaixadores e Encarregados de Negócios aqui presentes.

Esta cerimónia que realizamos no início de cada ano é sempre uma agradável ocasião para dialogarmos e trocarmos pontos de vista e informações sobre as relações de amizade e cooperação que nos ligam.

Partilho plenamente as opiniões expressas pelo Senhor Decano.

No ano que acaba de findar, apesar de alguns acontecimentos negativos e preocupantes, houve muitos aspectos positivos que devem motivar o nosso empenho e alimentar o nosso optimismo e esperança na capacidade de encontrarmos soluções e meios para enfrentar as situações difíceis que vamos ter em 2009.

A crise financeira internacional e a recessão que afectam as economias mais desenvolvidas do mundo já atingem todos os países, e as circunstâncias em que elas surgiram e evoluíram merecem de todos nós a mais profunda reflexão.

Não se trata apenas de procurar as suas causas e as vias para as superar, mas também de tirar delas as devidas lições, de modo a evitar a sua repetição no futuro.
O carácter global das relações económicas internacionais determina que, directa ou indirectamente, em maior ou menor escala, estando ou não no epicentro da crise, nenhum país pode escapar dos seus efeitos.

Uma lição se impõe claramente, é que as crises não são uma sina dos pobres; a falta de boa governação e de transparência, assim como a corrupção, não são uma insuficiência exclusiva dos países menos desenvolvidos.

São insuficiências e males que existem em todas as sociedades humanas.
A boa ou má prestação depende da honestidade, da vontade política e da aplicação de instrumentos de controlo permanente e rigoroso sobre os actos que se praticam no exercício dessa prestação.

Com base nessa constatação, é lógico admitirmos que é necessária uma nova postura no tratamento das questões relativas à cooperação, à construção de parcerias e ao diálogo e concertação de interesses.

Uma nova postura que exclua o egoísmo e tome as relações internacionais mais democráticas, justas e equitativas.

Também consideramos que é chegada a hora de se encontrar a solução definitiva para tantos conflitos que ainda permaneçam em várias regiões do globo, em especial no Médio Oriente e em África.

Alguns desses conflitos estão a agravar-se perigosamente, provocando situações humanitárias dramáticas, que requerem intervenções urgentes.

Não basta estabelecer tréguas provisórias, é necessário que se modifiquem profundamente as causas que mantêm povos privados dos mais elementares direitos de cidadania.

A comunidade internacional deve, por essa razão, unir os seus esforços no sentido de buscar, com realismo e privilegiando sempre o diálogo e a concertação, as soluções mais apropriadas e duradouras para os problemas que ainda afectam e preocupam a Humanidade.
Entre estes encontram-se também o terrorismo e os tráficos ilícitos de toda a natureza, a degradação do ambiente, as grandes endemias e pandemias como a tuberculose, a malária, a doença do sono, etc.

É, pois, responsabilidade de cada um dos nossos Estados em particular, e de todos em conjunto, envolverem-se de forma cada vez mais consciente e eficaz na construção de um mundo de paz, capaz de garantir estabilidade, segurança e bem-estar para todos.
Não pode deixar de ser assinalada a grande expectativa que a eleição do primeiro afro-americano para a presidência dos Estados Unidos da América criou, fazendo acreditar que poderá haver uma mudança sensível e positiva na forma como a maior potência do planeta conduz a sua política externa e se relaciona com os outros países do mundo.

Desejamos sinceramente que assim seja, isto é, que esta mudança seja uma realidade.

Senhor decano,
Senhores Embaixadores,

Acredito, pois, que os propósitos que referi poderão também contribuir para o reforço dos bons sentimentos que animam as relações políticas e diplomáticas com os países aqui tão bem representados neste encontro por Vossas Excelências.

Convido-vos a erguer as vossas taças numa saudação a um NOVO ANO de paz e prosperidade para todos os presentes.